BALANÇO DO GOVERNO BOLSONARO: JAN/19

Uma análise dos primeiros vinte e cinco dias do governo Bolsonaro

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Análise Política

Ainda não completamos um mês de governo Jair Bolsonaro e preocupo-me com os rumos que a democracia brasileira pode tomar.

A meu ver, um dos maiores equívocos do atual presidente da república foi a escolha da advogada Damares Alves para comandar o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Pastora evangélica, “terrivelmente cristã” segundo palavras da própria ministra no dia de sua posse em 2 de janeiro, Damares Alves representa a ala ultraconservadora da igreja evangélica em terras tupiniquins.

Num país onde a Constituição é clara ao definir a laicidade do Estado, nos deparamos com a insurreição do movimento protestante nos principais setores da administração federal. Ironicamente, esse movimento conservador que “prega” o discurso de uma gestão pública “sem viés ideológico” e de um sistema educacional sem “doutrinação política”, é o mesmo que, em sua hipocrisia, toma inúmeras decisões influenciadas pelos fundamentos da “doutrina” evangélica.

Fato é, que a todo momento os discursos da ministra Damares Alves reproduzem o pensando protestante.

Por exemplo, ao afirmar:

“Menino veste azul, e menina veste rosa”

Damares aplica em sua falácia a noção de usos e costumes oriunda de sua própria religião.

Quem ela pensa ser para afirmar a cor que as crianças devem usar?

E se a cidadã quiser vestir seu filho com uma camiseta cor-de-rosa, qual mal há nisso?

E mais:

Em seus inúmeros desvarios, sob qual fundamento, que não o religioso, a advogada Damares Alves pensa obter respaldo legítimo para apregoar absurdos como o citado?

Nos últimos dias os principais jornais do Reino dos Países Baixos estampavam na capa uma matéria nada honrosa sobre a ministra pastora, manchando a imagem da República Brasileira em solo europeu.

Dois dos maiores jornais holandeses repercutiram uma fake news psicótica de Damares Alves.

Telegraaf alerta: “Ministra brasileira conta fábulas sexuais sobre a Holanda”.

A sociedade brasileira precisa estar atenta para não correr o risco de

ao invés de uma “ditadura do proletariado”, viver num futuro próximo uma “ditadura protestante”, onde as decisões do governo serão sempre tomadas de acordo com a “doutrina” evangélica.

© Bittencourt Martins.

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